quarta-feira, 3 de agosto de 2011

5 Anos da Lei Maria da Penha


Flor não combina com dor!

Homenagem aos 5 anos da Lei Maria da Penha

Hoje é um dia importante no universo da mulher
5 anos comemora uma lei  que boto fé
Maria da Penha é o nome que a lei se batizou
Referendando uma heroína que do calvário escapou


A luta de todos nós está apenas começando
Enquanto muitas companheiras no anonimato estão clamando
Para reencontrar suas forças para enfim denunciar
Tomar uma grande atitude e o agressor se libertar

Mão grosseira que agride depois que conquistou
Lagrimas em silencio rola na face que um dia amou
 Nesse meu texto  que escrevo com total convicção
Flor não combina com dor ! vale aqui uma reflexão!

A SEMMU traça políticas para violência combater
Mas todos estão convocados para executar seu dever
Denunciar esse crime cotidiano e cruel
Só sabe a dor quem está  nela, pois  tem um gosto de fel!

                                                  ( Duca Pereira)




As Mulheres de Parauapebas Discutem seus Direitos

Nos dias 4 e 5 de agosto os movimentos sociais que defendem os direitos da mulher de Parauapebas estarão envolvidos na II Conferência Municipal de Políticas para Mulheres, realizada pela Prefeitura Municipal através da Secretaria Municipal da Mulher e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.
A Conferência tem como objetivo construir o Plano Municipal para Mulheres e eleger as delegadas que irão representar o nosso município na Conferência Estadual que será realizada em Belém, em outubro deste ano.
A programação do evento, segue abaixo:
Participe!
Dia 4
18:00h - Abertura
19:00h - Palestras
22:00h -Encerramento
Dia 5
8:00h - Abertura
9:00h - Palestras
10:15h - Distribuição dos grupos
12:00h - Almoço
13:30h - Discussão em grupo
16:30h - Apresentação do Plano Municipal de Políticas Públicas para Mulheres
16:45h - Eleição das Delegadas
18:30 - Encerramento




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Vale se cala diante relatório sobre siderúrgicas

Há uma semana, organizações não- governamentais divulgaram relatório sobre a situação enfrentada durante anos pelo município de Açailândia, no Maranhão, vizinho a cinco indústrias siderúrgicas que transformam o minério extraído pela Vale. O levantamento mostrou que, em certas regiões, cerca de 65,2% das pessoas sofriam com problemas respiratórios causados por partículas de carvão e minérios dispersas no ar.

A Vale, que abastece de matéria prima as siderúrgicas, ainda não se manifestou desde a publicação do documento. A empresa não mandou sequer representantes em uma reunião agendada para esta terça-feira 24 com o Ministério Público Estadual no Maranhão e pela Defensoria Pública. O motivo: representantes estavam ocupados preparando o evento de inauguração do maior navio mineraleiro do mundo, que ocorrerá amanhã em São Luis.

Em reação, lideranças das comunidades e organizações envolvidas no relatório (Federação Internacional de Direitos Humanos, Justiça Global e Justiça nos Trilhos), articulam uma manifestação amanhã durante o evento. “A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) está muito decepcionada porque não teve possibilidade de se encontrar com a Vale. Cancelaram uma série de encontros marcados e hoje não estão na mesa de negociações”, afirma Geneviève Paul, da FIDH.

Mesmo assim, os resultados do relatório tem surtido efeito nos órgãos envolvidos. Na semana passada, o ministério de Minas e Energia afirmou que irá realizar reunião interministerial para discutir mineração e direitos humanos e deve incluir na pauta a duplicação da estrada de ferro dos Carajás, promovida pela Vale e que, segundo os ambientalistas, não respeita meio ambiente e população local. Hoje, os participantes da reunião firmaram compromissos para a resolução dos problemas da comunidade.

O Sindicato da Indústria de Ferro Gusa do Estado do Maranhão (SIFEMA) e o município de Açailândia assinaram acordo oficial para desapropriação do sítio São João, local escolhido pelos moradores da comunidade de Piquiá de Baixo para assentamento. Piquiá foi a região mais afetada pela atividade mineradora e seus moradores pediram pela própria realocação, devido às más condições de vida que possuiam. O município tem trinta dias para efetuar a desapropriação. O dinheiro para a ação será doado pelo SIFEMA à prefeitura de Açailândia.

Ministério Público e Defensoria devem convocar reunião oficial para o dia 31 de maio com a Vale e moradores da comunidade para que ela apresente resultados da pesquisa socioeconômica feita em novembro do ano passado com os habitantes. Os dados foram captados, mas até hoje a comunidade não viu nenhum tipo de resposta. Além disso, a Vale deve iniciar o estudo para projeto habitacional do novo povoado quando ocorrer a desapropriação.

Estão previstas também reunião com a governadora do Estado, Roseana Sarney (PMDB), e reuniões de monitoramento do processo. Para Geneviève, as resoluções devem ser levadas em conta para maior fiscalização das leis ambientais e sociais do estado. ” O relatório vai ser difundido entre organismos internacionais”, diz, em referência a cobrança da comunidade internacional.

Fonte: Clara Roman www.cartacapital.com.br

terça-feira, 12 de julho de 2011

Encerrada a X Conferência Nacional da DS.





Encerrou no ultimo domingo 10/07 a X Conferência Nacional da Democracia Socialista realizada em Brasília. Um total de 200 delegad@s representaram mas de 21 estados brasileiros e mobilizaram cerca de 4.000 militantes na base.

No encerramento da conferência foi eleita a nova coordenação nacional da tendência que deve decidir os rumos nos próximos 2 anos. O Pará ficou representado na coordenação nacional pelos militantes Ana Júlia Carepa, Tatiana Cibele e Cláudio Puty. A nova coordenação nacional foi composta por 57% de mulheres.

As fotos são da Conferência Estadual realizada nos dias 31 e 01/07 em Belém, que contou com a presença do Prefeito de Parauapebas Darci Lermen.


Fotos: Carol Bernardo.

sábado, 9 de julho de 2011

Secretaria da Mulher de Parauapebas abre inscrição para cursos.

A Secretaria Municipal da Mulher do município de Parauapebas informa que a partir desta segunda-feira, 11, estarão abertas as inscrições para o curso de produção de móveis, tapetes e objetos de decoração com artefatos do grão de açaí.
Os interessados devem procurar a Casa da Mulher, localizada na Rua Sol Poente, esquina com Rua Angela Diniz, de 08 h às 14 h, ou entrar em contato pelo telefone 3356-2163.
As vagas são limitadas. Participe.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Darci Lermen recebe título de Honra ao Mérito.

Indicado pelo deputado Milton Zimmer, o prefeito de Parauapebas Darci José Lermen, foi um dos 26 homenageados com o título de Honra ao Mérito, concedido pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará durante sessão solene realizada no dia 30 de junho, no plenário João Batista.

A homenagem visa reconhecer pessoas e personalidades paraenses e também de outros estados e de outros países radicadas no Pará que, prestam relevantes serviços à população e ao Estado.

Para Lermen, a homenagem significa o reconhecimento do trabalho. “Estou muito feliz com o título recebido. É uma valorização da minha vida, da minha história que não foi construída sozinha”,afirma.

Ao ser homenageado revelou que,“O momento foi especial e durante a sessão estive refletindo sobre a minha trajetória de vida. E, olhando o passado e o presente posso dizer que valeu a pena”,conclui.

De acordo com Zimmer, o trabalho de Lermen é resultado de uma caminhada de lutas e conquistas. “Indiquei porque conheço de perto sua história e seu empenho em fazer de Parauapebas uma cidade próspera com melhores condições de vida para o povo, em especial para o homem do campo”, destaca.

Prefeito de uma das cidades mais importantes do Pará, Darci é natural de Santo Cristo, no Rio Grande do Sul. É Filho de agricultores e graduado em Filosofia. Chegou ao Estado na década de 90 para trabalhar na equipe de Educação Popular de Parauapebas(EEPP), entidade brasileira que recebia apoio de instituições italianas e tinha como objetivo promover a organização dos agricultores familiares assentados na região.

A partir dos trabalhos desenvolvidos com as comunidades rurais, onde destacam-se a liberação das primeiras linhas de crédito para a agricultura familiar, fundações de associações, criação de cantinas comunitárias e a implantação da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais da região de Carajás, começa então, a surgir um líder.

Pelo Partido dos Trabalhadores elege-se em 2004, prefeito do município, com 65% dos votos válidos. Como gestor do executivo promoveu o desenvolvimento local, priorizando o fortalecimento da secretaria de Produção Rural. Os investimentos no setor educacional, a construção de escolas e a capacitação de professores, programas com ênfase na redução do analfabetismo, são ações que renderam premiação nacional.

Preocupado com a violência contra a mulher, implantou a primeira Secretaria da Mulher do Estado do Pará, tendo como diferencial diversos programas de atendimento: Centro de Referência, Casa Abrigo, Casa da Mulher, Defensoria Pública e Espaço Mulher Cidadã.

Em 2008, foi reeleito prefeito de Parauapebas, mantendo o compromisso de continuar os trabalhos de desenvolvimento na região,considerada uma das promissoras do Estado e do Brasil, onde a cada dia chegam novos investidores. A modernização da cidade, a melhoria dos serviços públicos e a qualidade de vida da população são metas do segundo mandato.

Fonte: Assessoria de imprensa do deputado Milton Zimmer.
       

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Diretor da Vale traidor?

Os vassalos de Washington
por Mauro Santayana
A informação, ontem divulgada, de que um diretor da Vale do Rio Doce “se queixou”, junto à Embaixada dos Estados Unidos, contra as “pressões” do Presidente Lula, é muito grave. Segundo se noticia, o então diretor de Finanças Corporativas da empresa, e hoje Diretor-Financeiro e de Relações com os Investidores, Guilherme Cavalcanti, esteve com a encarregada de negócios da Embaixada em Brasília, e reclamou da ingerência do nosso Chefe de Estado, que queria obrigar a Vale a investir na exploração de cloreto de potássio, e em siderurgia – para agregar valor ao minério de ferro e criar empregos de qualidade no país.
Se o presidente da República fez essa pressão, agiu dentro de sua responsabilidade, e em defesa dos interesses nacionais. É inconcebível que continuemos, como há quase um século, sendo dos principais fornecedores de minérios ao mundo, quando podemos exportar aço. Recorde-se que desde Júlio Bueno Brandão e Artur Bernardes, que governaram Minas há quase um século, uma das exigências dos mineiros era a de que devíamos reduzir o minério em fornos próprios. A Vale do Rio Doce surgiu ao mesmo tempo em que criávamos a Usina Siderúrgica Nacional. Quanto ao cloreto de potássio, trata-se de mineral necessário à produção de fertilizantes, indispensáveis à agricultura brasileira. O Brasil importa 90% de seu consumo, embora disponha de grandes reservas de exploração a céu aberto em seu território.
Lula, além de exercer o direito de aconselhar esses investimentos, cumpriu seu dever. A Vale só foi privatizada com a salvaguarda de uma golden share, de que o Estado é portador, e lhe dá o direito de veto em decisões que possam comprometer o interesse soberano do Brasil. Assim, não houve ingerência, mas, sim o exercício de uma responsabilidade do presidente da República.
Além do episódio em si, há uma questão muito mais constrangedora para nós, brasileiros. Não é a primeira vez que – de acordo com o WikeLeaks e outras fontes, algumas delas norte-americanas – sabemos que brasileiros se prestam a levar informações sigilosas aos norte-americanos. Há casos em que ministros de Estado não se pejam de discordar dos rumos do próprio governo. O Ministro Edison Lobão, segundo os documentos revelados por Assenge, disse aos diplomatas americanos que é partidário da privatização das empresas de energia elétrica. Ele deveria ser questionado pela Presidente da República: se é essa a sua posição, não pode continuar fazendo parte do governo.
Podemos tolerar tudo, menos traição. A democracia se faz na luta entre direita e esquerda, entre o capital e o trabalho, entre os neoliberais e os defensores do desenvolvimento autônomo do país. Mas progressistas ou conservadores, heterossexuais ou homossexuais, brancos ou negros, católicos ou protestantes, umbandistas ou budistas, todos os brasileiros temos o dever de fidelidade à Nação. Não podemos prestar vassalagem às potências estrangeiras, sob nenhum pretexto. O exemplo a seguir é o de Floriano Peixoto, que, no alvorecer da República, ameaçou responder à bala a “ajuda” dos ingleses, na repressão à Revolta da Armada.
É natural que os diplomatas conversem com autoridades dos países em que atuam. Mas é necessário que, com toda a amabilidade, essas autoridades sejam discretas, e não façam revelações que comprometam a soberania nacional, nem o governo a que servem – a menos que o façam com o conhecimento prévio de seus superiores, e com  propósito bem definido. É uma regra universal, e não devemos dela nos desviar.
Os acionistas da Vale do Rio Doce terão que chamar seu executivo às falas. É intolerável que admitam atos dessa natureza. São necessárias providências  que os impeçam.
Registre-se, no final, que a remuneração dos oito diretores da empresa, incluído seu presidente, prevista para este ano é de mais de 80 milhões de reais. O minério que exportam pertence ao povo brasileiro.
E há quem se queixe dos proventos dos juízes de nossos tribunais superiores.

Fonte: Expressao Feminista